Pró Moto 158

Confira como foi a edição de Agosto 2019

Pró Moto 158






 

 

 

O ESPÍRITO FREERIDE

Em 2019 mais de 80 Brasileiros já confirmaram presença nos passeios de trilha organizados em Parceria pela Freeride Spirit e a Pró Moto. Acompanhe este vídeo com os depoimentos dos brasileiros que por lá já estiveram, nos anos anteriores. 


A temporada 2019 começou, com trilheiros de São Paulo, Rio Grande do Sul, Goiás e Minas Gerais.

Você pode fazer contato conosco, pelo (35) 98861.8860 ou pelo email app@revistapro.com.br para consultar as próximas datas disponíveis.

 
 

EDITORIAL

Olá leitores da Revista Pró Moto Dinâmica,

Em homenagem ao dia do motociclista, comemorado no dia 27 de julho.

De onde viemos, para onde vamos e qual o significado da nossa existência? Foram tantas as mensagens, que até me perdi. Sei que somos muitos... e juramos paixão! 

Mas estamos em extinção? Talvez. Viemos da necessidade de estar no controle de algo. O prazer de controlar; ou pilotar nossas máquinas é o que nos motiva. Mas em um momento, paro e penso: para onde vamos, se cada vez mais as "coisas" ganham "vida" e se tornam autônomas?

Não quero criar polêmica, muito menos fazer previsão furada. Mas a real é que muitos estão deixando de ter o prazer em guiar. Querem usar esse tempo de "calma cerebral", muitas vezes para bombardear a mente com milhares de informações!

E aí entra o nosso papel. Nós jornalistas e apaixonados por motocicletas, precisamos mostrar esse mundo além das duas rodas. Quantas vezes você parou e pensou: "Caramba, não fosse minha moto, eu jamais estaria aqui!" 

Então, que continuemos a ir adiante: na rua, na chuva ou na fazenda. Na trilha, na serra ou no deserto. Mas joguemos luz em nossos momentos. E que jamais deixemos de criar... novos motociclistas.

Abraços,

Gustavo Narciso

 

 

 

JARVA IMPORTS

Rua Mateus Leme, 5574 - Abranches, Curitiba - PR, 82130-085

Telefone: (41) 3354-2121 / Whatsapp: (41) 99270-0051

 

 

O MAIOR DO MUNDO

Entre os dias 04 e 07 de julho a cidade de Corupá (SC) foi invadida por milhares de trilheiros vindos de todos os cantos do país e mais 4 países. Em grupos de amigos ou com a família, cada um traz consigo a vontade de se juntar ao maior e melhor encontro de trilheiros do mundo que, mais uma vez, provou ser possível melhorar e tornar, essa festa do off road, marcante até para aqueles que já participaram. 

O evento triplica a população da cidade e a economia que tem como base as plantações de bananas,  dá lugar ao ao turismo sazonal, aquecendo a rede hoteleira, bares, restaurantes e comércio em geral. 

Mais que uma trilha

Durante o evento, cerca de 60 mil pessoas passaram pelo Seminário Sagrado Coração de Jesus. Uma das atrações mais concorridas eram os shows de manobras radicais e freestyle na Arena Radical.

Além disso, o Super Bananalama 2019 também trouxe atrações musicais de todos os estilos. As noites sertanejas foram comandadas pelas duplas Cesar Menotti & Fabiano; Teo & Edu; Nando & Leo; Elton e Fernando, entre outras. Já o dia do rock and roll ficou por conta dos grupos Dazaranha; AC/DC Cover, com a banda Alta Voltagem, e Guns N’Roses Cover.

Para o pessoal que gosta de uma vista bem de cima, três experiências fizeram bastante sucesso: os voos panorâmicos no helicóptero da Pro Tork, o passeio no balão da Can-Am e a subida no Bar nas Alturas, atração que levou os mais corajosos a verem o evento a 40 metros do chão, com muita música e bebida. 

Os mais de 30 estandes do Banana Expo ficaram cheios e movimentou cerca de R$ 1 milhão em negócios durante os quatro dias, com uma grande infraestrutura destinadas para empresas e marcas do segmento, com destaque para a mega loja da Pró Tork, Can-Am com seus produtos e uma pista de test-drive em seus veículos e a Honda com o estande de produtos e a carreta de competições de marca, que funcionou como área de relacionamento e apoio para clientes e profissionais da imprensa.

A organização, inscrição e os prêmios

Não só o entretenimento é garantido, como também a chance de levar para casa mais de R$200 mil reais em prêmios, mexe com todos os participantes. Os trilheiros concorreram a dez motos Honda CRF 250F e uma caminhonete Chevrolet Montana 0Km, sendo que um único ganhador, Weliton Battistel, de Três Barras do Paraná (PR), levou o carro com uma moto na caçamba recheada de equipamentos off-road.

Trilhar junto ao seus ídolos 

Pelo segundo ano consecutivo, a Honda Racing promoveu um encontro entre os trilheiros e seus pilotos. Desta vez foi a equipe de Enduro FIM que teve a oportunidade de conhecer o Super Bananalama.

Os trilheiros interessados em aprimorar a pilotagem aproveitaram o bate-papo com os pilotos da equipe Honda Racing de Enduro FIM. Bruno Crivilin, Gabriel Soares, Bárbara Neves e o chefe do time, o multicampeão Felipe Zanol, tiraram dúvidas, deram algumas dicas e também realizaram uma sessão de fotos e autógrafos com os fãs.

O dia "T" - De Trilha!

Muito mais que uma trilha, o Super Bananalama se consolida como um evento cheio de atrações e experiências que agradam todo o público nos 4 dias de evento. Os números finais confirmam isso. Nem a frente fria, que derrubou os termômetros, espantou os 5.031 participantes. Desses, foram 4.609 motos, 332 quadriciclos e 90 UTV's

Os participantes fizeram do evento, mais uma vez, o maior, quebrando seu próprio recorde. Foram apaixonados por off road vindos de 18 estados brasileiros e 4 países (Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile). Entre homens e mulheres, eles somaram 4.744 e elas, 287, o que representa 5%, mas o número cresce a cada edição. 


Organizador
Eduardo Appel, que está a frente da Arsenal Eventos de Ativação, sua nova empresa de eventos, realizou uma coletiva com a imprensa para nos passar algumas das diretrizes da empresa, que agora está responsável por toda a organização do Bananalama. 
Appel traz a larga experiência em organização de eventos, tendo participado da coordenação do Brasil no Motocross das Nações em 2010 e 2011 e atendeu por mais de 3 anos as duas principais marcas de eventos esportivos dos EUA: a MX Sports, promotora do Campeonato Americano de Motocross e a Feld Entertainment, responsável pelo SuperCross. Além disso, Eduardo Appel foi diretor de criação e produção de vídeo por 3 anos da AIMExpo, uma das maiores feiras de esportes de ação do mundo.
 

Neste contexto nasce a Arsenal, se espelhando nos grandes eventos esportivos Americanos, Edu Appel dá uma nova direção para seus produtos, promovendo qualidade e entretenimento para o público, mas ao mesmo tempo trazendo retorno para as marcas parceiras e principais financiadoras. 

"O Bananalama deste ano tem muito dessa experiência que eu consegui captar lá fora. Lá eles não dependem de nenhuma verba pública. Não foi fácil, temos o custo Brasil nessa equação. O Bananalama custou 1,2 milhões de Reais. É um evento caro, que está sendo pago por participantes, verba privada e pelo mercado. Mas felizmente eu trago essa tônica para o Brasil, que é o País que gosto de trabalhar e morar. Esse é o padrão da Arsenal." conclui Eduardo Appel. 

 

 

DAS TRILHAS PARA O HARD ENDURO

Por Gustavo Narciso

Fotos e Vídeos Arquivo Pessoal

Jeitão simples e reservado, fruto da criação que teve no sítio, Benedito Coser, conhecido Benê, está com 31 anos e vem conquistando cada vez mais fãs por onde passa. O piloto natural de Socorro, interior de São Paulo, vem ganhando destaque na principal categoria do Hard Enduro Brasil Series. Atualmente de CRF 230, ele não esconde que o "Sonho mesmo é andar de importada!"

Benê é daqueles caras que descobrem sua paixão e vocação, meio que sem querer. Aos 16 anos ele comprou sua primeira moto de um amigo: uma DT180. Paga em 10 parcelas de R$100 Reais. Ao mesmo tempo, aprendeu o ofício que o levaria até para o Rally dos Sertões: Mecânico.

Atualmente Benedito Coser está investindo em outros horizontes. Com o objetivo de se auto-patrocinar, o piloto está ministrando cursos de off road, ensinando o que aprendeu durante os três anos de experiência no Hard Enduro, sendo campeão da categoria Nacional, Bronze e agora competindo pela Gold. 

Batemos um papo com esse cara gente boa! Confere:

Benê, de onde veio essa paixão pelo Off Road?
 
Com 15 anos eu comecei a trabalhar de ajudante de mecânico e aos 16 um amigo me ofereceu a minha primeira moto, uma DT 180. E aí depois de 4 anos, em 2008, eu fui para o Rally dos Sertões como apoio, a convite do Duda, com a equipe Mamuth Rally Team. Em 2010 eu fui novamente com a mesma equipe  e já em 2012 voltei, mas desta vez com os caminhões! 
Depois disso eu comprei um XLão 350 e nunca mais parei de andar.

Nem sempre você praticou Hard Enduro. Você participou de muitos trilhões e, ainda hoje, puxa a turma que quer fazer trilha em Socorro. Como foi essa época?

Eu participei bastante de trilhão e depois eu comecei a organizar um almoço aqui em casa. Uma vez por ano. E no primeiro almoço que eu realizei, estava esperando 50 pessoas e vieram 8 (risos). Foi um dia de chuva e fiquei com o prejuízo de R$1000 Reais. Mas nunca mais parei. Todo ano eu faço o almoço: Trilha da Laje. Não é um trilhão. É um encontro de amigos. Ano passado deu 190 motos!

E como foi essa mudança para o Hard Enduro?

Isso aconteceu quando eu conheci o Rodrigo Zuccon. Ele veio com esse "negócio" de trilha ruim. Aqui o oratório já é conhecido por ter trilhas difíceis e eu sempre gostei. Daí foi embalando para esse lado. A minha primeira corrida em Morungaba foi com uma moto emprestada. Isso em 2017, que fiquei campeão. Daí 2018 fui campeão de novo, desta vez na Bronze e agora estou correndo o HEBS na categoria Gold.

Quais são seus planos de agora em diante? 

Eu sonho demais com esse "negócio" de organizar eventos, adoro isso. E com esse lance de ser piloto, não quero me iludir. É uma carreira curta. Mas eu tenho meus planos de andar mais uns 2 ou 3 anos. Acho que ainda dá pra disputar legal. Mas o meu maior plano é correr atrás de um patrocínio para o campeonato, pra eu poder sair daqui da região e disputar todas as etapas. Mas tinha que dar um jeito de trocar de moto. Atualmente comecei um novo projeto, que é o curso para trilheiros. E é direcionado principalmente para o iniciante. Ensinar a não sofrer tanto. Passar na técnica e não ficar quebrando moto! E desse jeito, com um curso aqui e uma ajuda ali, um dia pegar uma KTM e chegar mais longe. 

Você comentou nos bastidores do HEBS que você tem a intenção de organizar o Campeonato Paulista de Hard Enduro. Como está esse projeto?

A ideia existe, porém não sei se dá para esse ano. Talvez consiga umas duas etapas aqui na região do Oratório para esse ano. Penso em aproveitar a etapa do Night Track para divulgar. Mas para ano que vem está certo. Já temos até logo e tudo mais.

Houve algum momento em que você pensou em desistir em alguma corrida?

Pensei em não ir para corrida, por causa do custo. Por desgaste físico a ponto de falar "não dá mais", nunca. Em Cuiabá chateou porque a moto quebrou, mas eu estava bem para ficar no mato.

 

 

 

GAS GAS apresenta linha de Trial 2020

A tradicional fabricante espanhola GAS GAS apresentou oficialmente sua linha 2020 de modelos voltados à prática do Trial. A nova gama TXT RACING 2020 é fruto das evoluções necessárias para que a equipe de fábrica mantenha-se competitiva nas exigentes provas do Campeonato Mundial de Trial.

A fábrica garante que realizou melhorias na embreagem e nos freios. As suspensões também contam com novos ajustes.

Em termos de design, o objetivo da fabricante catalã foi deixar suas motos 2020 mais agressivas. Realmente ficaram belíssimas e fica a lamentar apenas o fato que praticamente não há importações de motos de trial para o Brasil nos últimos tempos. A cor vermelha ficou ainda mais forte nas motos.

Sem dúvida o modelo é bastante minimalista, mostrando que a luta por menor peso é uma constante a cada ano.

Os modelos 2020 passaram por um novo arranjo do centro de gravidade, permitindo maior tração. O bem conhecido e comprovado amortecedor Öhlins de duas câmaras é acompanhado por um link que alcança a estabilidade perfeita para controlar o aumento da transmissão de torque da roda traseira até o solo, mesmo nas situações mais desafiadoras.

Também foram realizadas melhorias no braço oscilante, que teve sua leveza mantida igual, porém ficou mais resistente.

A realocação do centro de gravidade, segundo os pilotos de fábrica, deixou a moto ainda mais previsível. A moto conta com uma inovadora "ponte suspensa” sobre o paralama dianteiro, proporcionando um melhor ponto de ancoragem.

A nova linha TXT 2020 da GAS GAS conta agora com um protetor na coroa, evitando que os dedos do piloto passem por dentro da coroa, fato que infelizmente gera algumas amputações de dedos nas motos, especialmente quanto a moto é colocada sobre uma carretinha ou carroceria da pick-up. Confira em uma das fotos desta matéria.

Motor com DNA
O conhecido motor 2 tempos da GAS GAS nasceu para a prática do trial, e conta com um genuíno sistema de embreagem, com discos revestidos em kevlar. Eles contam com uma nova mola e possuem pré-carga variável, o que oferece a possibilidade de ajustar a tensão da embreagem às preferências do piloto.
Ao pilotar nas baixas rotações, a sensibilidade do acelerador ficou significativamente melhorada, alterando a distribuição e a densidade da fibra no final da exaustão, melhorando também o som característico da TXT. Aliás, a ponteira de escape ficou ligeiramente menor, contribuindo para que as motos pesem nada mais que 67,5 quilos.
Voltando ao motor, ele agora conta com um novo virabrequim, mais livre, projetado para que o motor suba com força, mesmo nos degraus mais difíceis, encaixando-se perfeitamente nas técnicas mais especializadas para a prática do trial.

ESPECIFICAÇÕES CURIOSAS

As motos de trial são um tanto quanto diferentes das de enduro e de motocross. Entre as diferenças importantes, além do peso, já citado, está o tanque de combustível, com capacidade para apenas 2,4 litros. Os discos de freio também são pequenos, com 150mm na traseira e 185mm na dianteira. O curso da suspensão dianteira é de 180mm e a altura do assento é de apenas 630mm, aliás, que assento?

Enfim, uma super máquina, divertida, que permite evoluir as técnicas off-road, especialmente para quem deseja um bom desempenho no Hard Enduro.

 

 
A Coroa de Aço Red Dragon é fabricada em Aço 1045 e está disponível para a maioria dos modelos de moto off-road utilizados no Brasil.
 
 
Beta 2020: deliciosa surpresa!

MATÉRIA DA CAPA

Em julho ganhei uma grande oportunidade de representar a Pró Moto na Itália, para fazer a cobertura do lançamento da linha Beta 2020. Já foi um baita presente! Mas tenho que confessar que ficou muito mais delicioso quando chegou a hora de brincar com as motos!!! Deliciosa surpresa!!

A cidade de chegada foi Florença, terra do Galileu Galilei, o grande astrônomo da história!! E do aeroporto partimos para um ótimo hotel nas montanhas, mesma região onde acontece o famoso Hard Enduro chamado Hells Gate!!  Confesso que essa informação já deixou o sono daquela noite mais agitado!!

No primeiro dia a imprensa teve uma longa seção de coletivas sobre as novidades e também sobre a empresa. Estávamos em 16 países diferentes e já era o segundo grupo da imprensa especializada participando. Momentos de surpresas e aprendizados. Eu não sabia que a Beta existe desde 1905! E não tinha ideia de que também já forneceu motores para várias montadoras. Mas ficou claro no jantar depois da coletiva. O staff da Beta é feito por gente com muito tempo de casa, fácil conversar com alguém com 20 anos de trabalho! Realmente uma vibe de família. Outra surpresa do primeiro dia foi a presença do Steve Hollcomb, principal piloto da marca e um tremendo gente fina!!!

E bora dormir que no dia seguinte, era andar de moto!! Primeira coisa que impressionou foi a quantidade de motos disponíveis. Não consegui contar, a toda hora chegava mais!! Foi montado um circuito de 8 a 10 minutos de volta. Um pedaço de cross test de Enduro e o resto trilha. E a trilha lá lembrou muito a região de Campos do Jordão/SP, com um tico mais de pedra. Mas vamos a motos!!!

Linha 4T

O foco da fábrica para a linha 2020 foi no desenvolvimento dos modelos 4T. A Beta ganhou um ótimo espaço e fama com suas 2T. O objetivo é fazer o mesmo com a linha 4T agora.

Realmente tudo novo! Quadro, motor, balança, conjunto tanque/banco. Ou seja, nas 4T é um projeto inteiro novo.

Os detalhes chamam a atenção. Por exemplo, aos que não nunca viram isso na Beta, para tirar o banco é só um botão ao lado da lateral. O sub frame traseiro foi pensado em acomodar da melhor forma a bateria, chicote elétrico e outros itens. Tudo no seu lugar. Outro acessório impressionante é a mudança dos mapas. Muito bem posicionado, acima da tampa do tanque, faz muita diferença a mudança de opção. Normal ou mais manso, conhecido como modo chuva.

A cilindrada 4T mais vendida no mundo inteiro é a 350cc. Comecei por ela: a 350 RR4T. A primeira coisa que impressiona é o conjunto assento/tanque. Pessoalmente acho que a Beta oferece hoje o melhor cockipt do mercado.  Parece que não existe tanque, de tão "baixo" que ele fica posicionado no chassis. O banco esta muito equilibrado entre conforto e rigidez.

Talvez a maior característica de todas as Beta seja a facilidade de pilotagem. Em poucos minutos temos a sensação que a moto já é nossa há muito tempo. E realmente os obstáculos parecem mais tranquilos nelas. Por exemplo, este 350cc é mais "torcudo” que outras opções do mercado. Também grita em alta, que é uma característica da cilindrada, mas oferece um empurrão a mais, para facilitar a vida.

Cambio sem comentários e embreagem hidráulica em todas. Tudo muito eficiente neste departamento. Também gostei muito dos freios. A parte de suspensões elas tem uma personalidade própria. Na configuração original a busca é no conforto, e ficou claro que cada um vai acertar para o seu estilo. Quando brinquei com os clicks, consegui imaginar as possibilidades.

Uma cilindrada que chamou muito a minha atenção foi a 390cc. Muito legal!! Mesma receita de chassi e suspensão. Mas com um "quê" a mais de motor, que faz a dinâmica da moto ficar mais fácil ainda. E também mais apimentada também! Pessoalmente essa seria a minha escolha de compra.

Quando passamos para a 430cc e a 480cc, imaginei que ia ficar muito mais difícil de andar com os "Big Bor”. Grande surpresa da 430cc. Posso dizer que essa é a 450 de tamanho ideal para a trilha! Sem dúvida uma moto para gente mais experiente, mas ainda muito fácil. Imagina uma 450 que cansa menos e empurra igual! Esse é o resumo. Já na 480cc precisa de espaço para ela, ou melhor, ela pede espaço!! Excelente opção para Rally ou para aquele piloto grande.


Linha 2T

Também recebeu várias alterações, mas não é um projeto completamente novo como nas 4T. Ganharam o mesmo conjunto banco/tanque. Ou melhor, o mesmo design novo que inclui toda a parte plástica das motos. De novo, esse cockipt é fora de série! Mais autonomia no taque. Novo painel. E uma alteração no virabrequim para tirar vibrações e ganhar mais baixa.

Lembrando que a Beta oferece um sistema de mistura automática de óleo. Enche e o reservatório de óleo 2t embaixo do banco. Depois disso é só colocar gasolina no tanque. Não precisa misturar ou levar óleo. Só cuidar do reservatório sempre abastecido, algo fácil de fazer, já que há uma luz indicativa no painel. Outra característica que é forte na cultura deles de 2t é o carburador. E bem acertado, realmente é eficiente e prático.

Nas 2T comecei sem querer pela cilindrada que mais me impressionou. A 200. Sim, eu pesado e roia! Adorei a 200. Muito leve, muito fácil de andar. E um motor que já tem tudo que precisa. Um brinquedo essa moto! Divertida demais! Aqui o mercado sempre gosta de vender motor maior. Uma pena. Aqui está uma Sra. opção!!

Depois tive um outra experiencia surpreendente a 2502t. Que moto!! Essa seria a minha compra. Tem um equilíbrio entre a pimenta e o açúcar! Estava a muito tempo sem andar de 2T e rápido. Fiquei à vontade nela. Isso é impressionante realmente. Beta é sinônimo de facilidade para andar.

Depois, pensando no meu filho, fui andar na 125. Claro que não é a moto indicada para mim. Mas que escola ela é para um jovem!! Mantê-la gritando e embalada é algo interessante. Deixa a pilotagem mais "refinada”. Acho lindo ouvir uma 125 2t, e também me surpreendi com esta opção da Beta, mesmo sendo exigente, por característica da cilindrada. É tudo mais fácil que parece, andando na Beta. Está aí um sonho de consumo para a próxima moto do meu "Nandinho"!

Para fechar a experiencia, parti para a 300cc 2T. É o modelo mais vendido da linha 2T. Em uma frase.... Que motorzão!! Muito torque, muita força! Ela é fácil de andar na boa e pode ser pimenta pura se você quiser... Só torcer o cabo. A falta de vibração foi outra coisa que me impressionou. Realmente uma 2t grande que quase não vibra. Não é a toa a reputação desta moto. Conjunto e facilidade dela impressiona. Freios, suspensão, tudo no lugar. E o novo cockipt é muito "clean”. Eu que sou um cara 4t há muito tempo, voltei olhando com melhores olhos o universo 2T!

Foram 29 voltas, braço e mão doendo e ter vivido um dia inesquecível nas montanhas na Itália. Posso afirmar que aprendi muito sobre a Beta. E que é uma grande opção de motocicleta. Aqui no Brasil temos um trabalho sério de pós-venda. Uma rede de revendas muito especializada em off road. Ou seja, só seguir em frente!!E com muita facilidade de pilotagem!

ASSISTA: Confira na TV PRÓ MOTO, nosso canal no Youtube, um vídeo com mais informações de Fernando Silvestre, diretamente da Itália.

 

Red Bull Romaniacs 2019

Depois de 571 km espalhados por quatro Dias Off-road e um tempo total de pilotagem de 20 horas 39 minutos e 20 segundos, o jovem alemão Manuel Lettenbichler, de apenas 21 anos (Equipe Flatsching Fast Factory), alcançou sua primeira vitória na prova mais difícil do Hard Enduro Mundial.

Ele venceu a edição 16 do Red Bull Romaniacs, que recebeu o apelido de "Sweet 16", exatamente 10 anos depois que seu pai, Andreas "Letti" Lettenbichler, venceu a 6ª edição da prova. "Manny", que não é piloto oficial de fábrica, correu com uma KTM e travou uma emocionante batalha com Alfredo Gomez (ESP, Husqvarna), que terminou em segundo e Graham Jarvis (Husqvarna) em terceiro.

Devido às condições meteorológicas extremas que haviam sido previstas antes do quarto e último dia off-road, os organizadores sabiam que seria um dia difícil de enfrentar. A trilha apelidada de "Anticongelante" foi planejada para ser o trecho mais difícil na Categoria Gold. "Nossa equipe passou muitas horas preparando o trecho, bem como construindo plataformas para o programa de TV ao vivo", comentou Martin Freinademetz, organizador da prova. "Com base nas condições reais e no feedback de nossa equipe experiente de Track Managers, a decisão difícil já foi tomada ontem para cortar essa seção. No final, foi uma boa decisão para a corrida em si, porque as condições se mostraram ainda piores do que esperávamos.", concluiu um desapontado Martin.

PRÓLOGO

O Red Bull Romaniacs não é só um evento que termina com chave de ouro, ele também começa com chave de ouro. O prólogo é um show inicial, com a presença de milhares de espectadores. De acordo com os resultados das eliminatórias da Classe Gold, a primeira linha teve Billy Bolt, Pol Tarrés, Wade Young, Taddy Blazusiak e Manuel Lettenbichler alinhados. Taddy levou o holeshot, seguido por Billy e Wade. Após a primeira volta, Taddy foi também o primeiro a correr no tráfego causado pelos 35 pilotos da Classe que se classificaram para a corrida final. Entre eles estava o mineiro Rigor Rico, que havia se classificado com a 21ª posição. Ao longo de todo o prólogo, o piloto brasileiro se portou muito bem, mostrando que se preparou muito bem para a prova. Confira nesta mesma edição 158 da Pró Moto, uma matéria especial sobre o desempenho de Rigor durante a prova.

Depois que Taddy venceu o Erzbergrodeo cinco vezes seguidas, ele se especializou em SuperEnduro, onde conseguiu vencer o Campeonato Mundial 6 vezes. Essa experiência, na verdade, foi mostrada nas finais do Sweet 16 Prolog: seu ritmo era tanto consistente, rápido e controlado, e nem os outros competidores nem o tráfico representavam uma séria ameaça para o extraordinário piloto da Polônia, que venceu de ponta a ponta. Enquanto Wade Young tentava recuperar o atraso, ele cometeu um erro e ficou preso em um dos obstáculos de pedra perdendo um tempo valioso. Jonny Walker, que ainda não está totalmente recuperado de uma grave lesão no pulso em 2018, conseguiu passar pelo trânsito de forma bastante eficiente. O mesmo aconteceu com Pol Tarrés, que terminou apenas dois segundos atrás de Jonny.

Brasileiro Marco Túlio no Pódium da categoria Bronze

DIA 1

O primeiro dia nas trilhas do Red Bull Romaniacs começou às 6h45 desta manhã. A categoria Gold teve o percurso mais curto, com apenas 102 km, bastante intensos. Sabendo que o dia seguinte seria de maiores velocidades médias, Graham Jarvis usou sua experiência para ganhar tempo desde o começo da prova. O "Assassino SIlencioso" entrou em seu ritmo bastante único e passou um piloto após o outro. Evitando erros e certificando-se de não mexer com a orientação nos trilhos, Graham manteve um ritmo contínuo e venceu com grande folga.Destaque para o jovem Davide Cyprian, da República Tcheca, que venceu a Silver em 2018 e conquistou um impressionante 6º lugar, à frente de Jonny Walker (Reino Unido, KTM) e Taddy Blazusiak (POL, KTM).

Foi um dia mais fácil comparado com o Dia 1 Off-Road em 2018, o que me deixou bastante feliz. Eu realmente não perdi tempo nas seções difíceis, mas mantive um bom ritmo ao longo da corrida. Eu também não cometi erros graves. Teremos dias mais rápidos pela frente, o que não ideal para mim. Mas eu tenho que superar isso e ir a todo vapor - Graham Jarvis

DIA 2

O espanhol Alfredo Gomez foi o grande destaque do segundo dia, marcando 7 dos 10 tempos mais rápidos nos pontos de check. Ele terminou com um tempo total de pilotagem de 5 horas e 41 minutos, abrindo uma vantagem de 5 minutos e 58 segundos para Graham Jarvis. Manuel Lettenbichler ficou em terceiro. A prova teve início novamente bem cedo, às 6h30 na região conhecida como "Decebal". Aliás, aqui vai um pouco de história. Decebal foi o último rei da Dácia - uma região histórica da Romênia - famoso por lutar contra os romanos, disputando as mesmas terras por onde os pilotos deveriam lutar com suas motos contra as dificuldades do trecho. O dia teve 151 km, mais longo em toda a competição.

Largando 7 minutos atrás de Graham, o ritmo que Alfredo marcou desde o início foi acima da média. O primeiro desafio em subida foi chamado de "Espresso", literalmente um bom despertar no início da manhã, para garantir que não fossem apenas os motores que estavam acordados. Apesar de um osso fraturado em seu pé, Wade Young seguiu forte na disputa. Mas um problema de eixo do pedal de marchas em sua Sherco, fez com que ele retornasse ao local de largada para o conserto. Perdeu 30 minutos e mesmo após muito esforço para chegar ao Controle 5, acabou por abandonar a prova, com fortes dores. 

A luta continuou enquanto Mani e Graham tentavam acompanhar a velocidade geral de Alfredo, considerando o tempo real de pilotagem na maioria dos pontos de checagem - mas eles falharam. O espanhol manteve uma média de 5-6 minutos de frente aos seus concorrentes, apesar de ter um pequeno acidente perto do final. Uma forte tempestade dificultou a vida daqueles pilotos que não chegaram ao final por volta das 15:00 (hora local). Os vencedores das quatro classes não foram realmente afetados, mas muitos outros pilotos tiveram que lutar contra a água e as condições climáticas extremas para completar o dia.

DIA 3

Manuel Lettenbichler mostrou suas garras no terceiro dia. Ele fez um trabalho fenomenal nas montanhas dos Cárpatos, vencendo o dia 3. Taddy Blazusiak ficou em segundo, pouco mais de um minuto atrás de Manuel e Graham Jarvis em terceiro. 

Com base nos resultados do anterior, Manuel largou 6 minutos depois de Alfredo Gomez. Ele levou apenas 30 minutos para alcançar Alfredo e os dois passaram a maior parte do dia andando juntos. Novamente a prova teve uma boa mistura de seções mais rápidas,uphills e downhills bastante longos e técnicos. Houve uma ligação mais longa entre os Pontos de Verificação 6 e 7. Quando Alfredo e Manuel terminaram a ligação, Alfredo estabeleceu um ritmo muito rápido e Manuel não conseguiu acompanhar. Manuel já havia abandonado a esperança de pegar o espanhol, mas Alfredo não completou a última subida antes do final de sua primeira tentativa, o que deu a Manuel a oportunidade de passar por ele. O filho de Andreas Lettenbichler terminou em primeiro lugar 7 minutos e 7 segundos mais rápido que Gomez.

Taddy Blazusiak teve um bom dia, finalmente encontrando a configuração certa para a sua moto. Ele chegou com um minuto além do tempo de Manuel. Graham Jarvis aparentemente preservou um pouco de energia para o 4º dia off-road final, onde a pista deve ser a mais difícil e as condições molhadas são esperadas.

Algo interessante aconteceu na Categoria Iron. Anna Schmöltzl, da Alemanha, é a primeira mulher a vencer uma etapa de categoria em toda a história do Romaniacs. Ela conseguiu uma impressionante diferença de 16 minutos e 38 segundos para o segundo colocado, Eduardo Martinez Lopez, do México. Será que no próximo ano ela topa encarar a Bronze? 

DIA 4

O arranque off-road foi iniciado por Manuel Lettenbichler às 07:00 enquanto já estava a chover. Os pilotos tiveram que subir uns bons 10.000 metros durante todo o dia, com uma distância total de 124 km nas proximidades de Sibiu. Eles enfrentaram as seguintes seções: Ass Slide, Snooze, Momentum, Zicky Zacky Too Many, Miorita Extreme, Ford Voando, Abrace a Árvore, The Rock. Era uma mistura clássica de floresta e montaria alpina nos vales profundos ao redor de Sibiu e Paltinis.

A seção Ventilator, que também foi apresentada durante a transmissão ao vivo na Red Bull TV, deve ser mencionada. Ela está localizada na floresta e o solo está ficando muito escorregadio quando molhado. Os pilotos tiveram que fazer muito zig zag aqui tentando encontrar alguma tração em algum lugar. Manuel foi capaz de abrir uma boa vantagem em realação a Alfredo nesta seção.

Durante quase todo o dia, o que se viu foi uma batalha muito acirrada entre Alfredo e Manuel, que alternaram entre a primeira e a segunda posição no progresso geral várias vezes. Graham Jarvis estava se recuperando na primeira parte da corrida, mas teve um acidente depois do Service Point, onde perdeu seus dispositivos de GPS. Assim, o assassino silencioso teve que confiar em outros pilotos para o restante da corrida, que o impediu de atacar Manuel e Alfredo.

O que ninguém imaginaria é que o infame hillclimb - conhecido como 'Narguita' - seria o divisor de águas para a vitória em 2019. Manuel chegou primeiro mas não poderia errar, já que estava apenas 40 segundos à frente de Alfredo naquele momento. O piloto da Baviera, que foi o mais jovem finalizador do Erzbergrodeo aos 16 anos, fez sua parte. Ele dominou todos os uphills difíceis, incluindo o notório hillclimb na final em Gusterita. Depois da bandeira quadriculada, Manuel ainda estava ansioso a respeito de quando Alfredo realmente chegaria e se ele eventualmente viria rápido demais a ponto de tomar sua vitória. 

Qualquer um que fosse capaz de ver o momento em que Manuel encontrou seu pai, Andreas, na área de chegada, percebeu que era um momento muito emocionante. Um dos verdadeiros ídolos no Hard Enduro viu de perto a vitória do seu filho na mesma prova que ele ganhou, 10 anos atrás. Aliás, essa vitória significa que Manuel não é apenas o mais jovem vencedor do evento, aos 21 anos, três meses e quatro dias, superando o recorde estabelecido por Wade Young em 2018. Também marca sua primeira vitória no World Enduro Super Series (WESS). movendo-o para o topo da classificação do campeonato, à frente de Graham Jarvis e Alfredo Gomez.

Anna Schmölz manteve seu brilho na Categoria Iron e venceu a competição. Esta foi a primeira vez que uma mulher ganhou uma classe Red Bull Romaniacs. Grande respeito, pois ela tinha nada menos que 110 concorrentes - a maioria homens - para lutar na Classe Iron.

Estou na lua agora, não consigo acreditar, significa tudo para mim, ganhar o Red Bull Romaniacs. Esta corrida é realmente algo especial e ganhar aqui é incrível. O evento é tão longo e tão difícil, tudo pode acontecer. Foram incríveis cinco dias, especialmente com toda a chuva que tivemos hoje e no dia anterior. Alguns dos uphills que teriam sido complicados de qualquer maneira se tornaram quase impossíveis hoje. Um dos destaques foi passar Alfredo na última colina do Dia 3, que foi ótimo e me deu um grande impulso de confiança para o último dia. Já faz 10 anos que meu pai ganhou o Romaniacs, então é ótimo ser capaz de igualar a conquista dele, é um assunto de família agora. Os Lettenbichlers vão definitivamente comemorar esta noite!!! Manuel Lettenbichler

BRASILEIROS

O Brasil contou com 5 pilotos na prova deste ano. Rigor Rico, na Gold (confira nesta edição da Revista Pró Moto, matéria especial sobre a participação do piloto). Também estiveram presentes os seguintes pilotos: Vincenzo Barbagallo (Silver) / Rodrigo Zuccon (Bronze) / Pierluigi Clini (Iron), Poy e Marco Túlio Faria (Bronze). Marco Túlio, aliás, foi destaque durante o prólogo, ao liderar a corrida durante as primeiras voltas e conquistar um pódium no primeiro desafio do Romaniacs. Após o evento, Pró Moto conversou com cada um dos pilotos, confira a seguir o que falamos com eles. 


RIGOR RICO: "Eu me preparei muito desde o ano passado. ANo passado eu iria correr na Silver, mas como me machuquei antes da prova, acabei não indo. Já tenho 3 anos disputando o Hard Enduro e após renovar com a Beta para 2019, passei a treinar ainda mais. Me dediquei demais, parei de tomar cerveja, refrigerante, melhorei a alimentação. Passei a fazer treinamentos mais fortes. Chegava a acreditar que seria impossível existir trilhas mais difíceis do que as que eu estava treinando. Busquei aprender ao máximo as novas técnicas e novas opções de passar pelo mesmo local. Até mesmo os cursos de pilotagem que eu dou me ajudaram a melhorar a pilotagem. Uma semana antes de chegar ao evento, passei a acordar e dormir 6 horas mais cedo que o horário brasileiro. Conversei com todos os brasileiros que foram ao Romaniacs antes da prova. Fiz dois simulados completos, com 4 dias de trilha, antes de viajar para a Romênia. Mesmo sem experiência na prova, eu já viajem para a Romênia com um estudo grande por trás. 

A Beta, desde o final de 2018, já havia me ajudado a conseguir um ótimo esquema com a Beta da Romênia. No Brasil eu ando com a moto standard, mas ao chegar aqui o cara havia conseguido um modelo Racing para mim. Aquilo me animou bastante. "Este é um presente da Beta para você, pois é um piloto da Gold", me disse o representante da empresa no Romaniacs. A moto veio preparada com vários acessórios adequadíssimos para o Hard Enduro. Fiquei muito feliz com a estrutura disponibilizada. Havia 3 mecânicos para cuidar da minha moto. O tempo todo eles me diziam que minha única preocupação deveria ser andar de moto, comer e dormir. Fiz grandes amizades, os caras entendem bem do assunto. 

A moto esteve perfeita. O único item que quebrei foi um protetor de mão. Todos os dias trocava o pneu traseiro. O pneu dianteiro foi o mesmo para todos os dias. Os pneus Rinaldi se mostraram excelentes para o terreno da Romênia. As pessoas na Romênia ficaram impressionadas com o pneu, pois a marca é pouco conhecida por lá. 

Em termos psicológicos, fiz um excelente treinamento com o Grecco, meu coach pessoal. Estava certo e confiante do meu trabalho. Por isso entrei tão forte no prólogo. Ainda assim fui conservador, pois não queria machucar logo no primeiro desafio da prova. Na largada do primeiro dia de trilha eu estava bem ansioso, mas depois que a prova começou, foi pura diversão. 

Participar do Red Bull Romaniacs foi a realização de um sonho. Sempre ouvi falar que nenhum piloto brasileiro completaria um dia do Romaniacs na Gold. Foi perfeito participar daquilo tudo. Alguns trechos subi muito bem, sem qualquer ajuda. Nos primeiros dias tinha muita pirambeira. A primeira trilha me assustou demais, e pude perceber que o negócio lá é sério. No segundo dia eu caí num lugar que inicialmente eu pensei que nunca sairia de lá. Mas acalmei e devagarzinho consegui sair com a moto aos poucos. Sobraram histórias para contar pro resto da vida. Sem dúvida a experiência conta muito. No último dia eu estava super bem, e pude ver que meu treinamento foi bem realizado. Se tivesse mais um dia pela frente, meu preparo físico daria conta."


VINCENZO BARBAGALLO: "Foi show. Acertei em escolher a categoria Silver. As provas do Brasil estão com nível alto, ou seja, foi fácil andar aqui fora. Não encontrei nada muito mais difícil do que tem no Brasil. O que aperta é a quilometragem. Infelizmente levei um tombo no primeiro dia e machuquei forte o ombro. Não consegui correr o terceiro dia. Larguei para o último dia, mas acabei abandonando perto do finalzinho, já no CP 11. Se Deus Quiser em 2020 estarei de volta novamente. Vejo que o nível dos pilotos brasileiros está muito bom, graças ao nível dos campeonatos por aqui."


RODRIGO ZUCCON: "Foi minha segunda participação e já deixei minha moto pré agendada para ano que vem. É uma experiência única que dá vontade de repetir sempre. É uma prova que tem seus riscos, por isso tem que saber prezar o bom senso. Medir bem os riscos é fundamental. Para um trilheiro comum, que vem para se divertir, fica muito mais prazeroso, tendo um bom preparo físico, uma moto de qualidade boa, em órdem. Esta região aqui é fantástica, subindo e descendo montanhas o dia inteiro. Achei a prova deste ano mais fácil que a do ano passado, com exceção do último dia, por conta da chuva durante a prova. Houve muita desistência entre os pilotos da Iron e da Bronze. Valeu pela experiência. Enquanto Deus me proporcionar saúde e condições, pretendo retornar aqui neste evento."

Giancarlo 'Poy' Clini e Rodrigo Zuccon

Giancarlo 'Poy' Clini e Rodrigo Zuccon


POY: "A gente gosta de andar de moto. É a nossa válvula de escape do dia a dia. O meu objetivo é fazer uma corrida por ano, fora do Brasil. Este local aqui é único. O legal do Romaniacs é que todo mundo pode fazer. A corrida na Iron é super tranquilo, desde que tenha bom preparo físico e um bom domínio da moto. Veja que dos 108 pilotos da Iron, apenas 34 fizeram todos os dias. A cabeça precisa estar preparada. É uma corrida super bem montada, com percursos diferentes o tempo todo. O que tem em comum todos os dias: ou você sobe, ou você desce... É montanha o tempo todo. Chega a variar 5 mil metros de altitude ao longo de um único dia. Eu faria a prova de novo, na categoria Iron, pois não tive qualquer sofrimento na prova. Cheguei a ficar em 15º lugar na prova. Tal como acontece no Enduro da Independência, cheguei num atoleiro e fiquei parado por um longo tempo. A quem deseja fazer a prova, recomendo que faça a inscrição o mais rapido possível, para garantir a vaga no hotel, pois tudo acontece ali no mesmo lugar. Enfim, o preparo físico é fundamental, pois são no mínimo 6 horas por dia de competição, durante 4 dias."


MARCO TÚLIO: "Para mim era um sonho, participar desta prova. Tenho participado há 4 anos das provas de Hard Enduro no Brasil, justamente por desafiar nossos próprios limites. Há 6 meses resolvi participar do Romaniacs. Passei a treinar funcional todos os dias da semana, com moto no final de semana e de uma a duas vezes no meio da semana. Fiz uma pistinha para treinar para o prólogo. Tive surpresa ao ver a alta velocidade que o pessoal acelera nas trilhas mais rápidas. A maioria dos pilotos aqui anda muito bem nas trilhas rápidas. Minha maior dificuldade foram justamente as trilhas mais rápidas, que não são o meu estilo. No prólogo eu fui muito bem, liderando a prova até a última volta. No primeiro dia de trilhas eu não me acertei com a moto e acabei perdendo muitas posições. Usei um mousse muito duro, que me atrapalhou bastante. Para o segundo dia usei um mousse super soft e o meu resultado já foi bem melhor. Tive um acidente no dia 2, quando escorreguei com a moto e bati o queixo numa pedra. Fui até o final da prova e quando cheguei ao final o médico me deu 7 pontos. Acabei finalizando a prova num surpreendente 9º lugar. Objetivo realizado, que era completar a prova.

Os horários são complicados, pois o briefing começa 9 da noite e termina as 10. Vamos dormir a meia noite. Acorda-se as 4 horas da manhã, enfim, é puxado. A principal dica é pagar sua inscrição logo no primeiro dia, para conseguir vaga no hotel. Eu demorei a fazer inscrição e isso deixou minha logística muito complicada. Fiquei num hotel muito longe, tinha que pegar táxi. Teve taxista que negou me levar por erstar sujo de barro. Não vale a pena esperar dois dias para pagar a inscrição, pois as vagas do hotel principal se esgotam no primeiro dia."


 

RESULTADOS FINAIS

10 Melhores Resultados - Gold 

1. Manuel Lettenbichler (DEU, Time de Fábrica Flatschingfast): 20 horas 39 minutos e 51 segundos
2. Alfredo Gomez Cantero (ESP, Corrida de Fábrica da Rockstar Energy Husqvarna): 20 horas 42 minutos e 15 segundos (+ 2m 24s)
3. Graham Jarvis (GBR Rockstar Energia Husqvarna Factory Racing): 20h 52m 12s (+ 12m 21s)
4. Taddy Blazusiak (POL, Corrida de Fábrica Red Bull KTM): 21h 25m 36s (+ 45m 45s)
5. Jonny Walker (GBR, Corrida de Fábrica Red Bull KTM): 21h 30m 40s (+ 50m 49s)
6. Billy Bolt (Reino Unido, Rockstar Energy Husqvarna Factory Racing): 23h 16m 34s (+ 2h 36m 43s)
7. Mario Roman (ESP, Time de Corrida da Fábrica Sherco): 23h 36m 25s (2h 56m 34s)
8. David Cipriano (CZ, JD Gunnex KTM): 23h 42m30s (+ 4h 2m 39s)
9. Pol Tarrés (ESP, TTR Officine Rigamonti Husqvarna): 25h 8m 26s (4h + 28m 35s)
10. Josep Garcia Montana (ESP, Corrida de Fábrica Red Bull KTM): 25h 8m 26s (+ 4h 28m 35s)

22. Rigor Rico (BRA, Beta Brasil, 3R) (+14h 56m 30s)

 

Top 3 Resultados - Silver 
1. Josu Artola (ESP): 18h 57m 20s
2. Sam Winterburn (GBR): 19h 39m 55s (+ 42m 35s)
3. Alberto Aramburu (ESP): 20h 18m 14s (+ 1h 20m 54s)

71. Vincenzo Barbagallo (BRA, Tranqueiras Racing) (+34h 55m 58s)

 

Top 3 Resultados - Bronze
1. Marcin Weglarz (POL): 17h 43m 32s
2. Eric Slominski (EUA): 17h 53m 43s (+ 10m 11s)
3. Jean-Michel Vigand (ROU): 18h 3m 4s (+ 19m 32s)

9. Marco Túlio Faria (BRA, Faria Máquinas, BMS Racing) (+1h 19m 10s)

80. Rodrigo Zuccon (BRA, Jarva Racing, Mitas) (+24h 2m 41s)

 

Top 3 Resultados - Iron 
1. Anna Schmölzl (GER) 16h 9m 43s
2. Danny Melvin (EUA) 16h 31m 13s (+ 21m 30s)
3. Eduardo Martinez Lopez (MEX) 16h 35m 17s (+ 25m 34s)

23. Pierluiggi Clini (BRA, Hard Team Brasil) (+4h 23m 40s)

 
 

Rigor Rico faz história na Romênia

Superar seus limites, enfrentar seus medos, resistir à altas cargas de stress e conseguir fazer coisas que jamais imaginaria ser capaz. Essas são algumas das características de um Piloto de Hard Enduro. Rigor Rico, escreve mais uma página na história do Hard Enduro Brasileiro, ao ser o primeiro a concluir, na categoria gold, o Red Bull Romaniacs.

Essa série com diversas temporadas, tem muitos capítulos. Quando os primeiros Brasileiros foram até o Leste Europeu desafiar a prova mais famosa (e difícil) do Hard Enduro mundial, tudo era muito novo e todos ainda estavam pisando em solo desconhecido! Até então, poucos sabiam o que realmente era o Hard Enduro. Foram corajosos e abriram uma trilha que jamais se fecharia.

O tempo passou, tivemos duas edições do Red Bull Minas Riders (prova também organizada por Martin Freinademetz) e fruto disso, nasceu uma competição nacional e uma porção de apaixonados. Um deles, Rigor Rico.
O bi-campeão brasileiro conta que cansou de assistir fitas VHS do Red Bull Romaniacs com os amigos. Seu pai, inclusive, foi para a Romênia fazer um passeio pelas trilhas de lá. Foi então que o piloto que cresceu nas pistas de Enduro, quis focar no Hard. 

A motivação só aumentou quando viu os amigos, Bruno Crivilin e Gianino Coscarelli, que entraram para a história ao serem os primeiros Brasileiros a vencer nas categorias Silver e Bronze, respectivamente. 

Como bi-campeão brasileiro de Hard Enduro, Rigor decidiu que chegara a hora de enfrentar um novo desafio: correr o Red Bull Romaniacs. Lembro-me, ainda em março de 2018, durante os preparativos para o Barãomaniacs, quando presenciei a primeira conversa entre Rigor e seu irmão Ripi Galileu sobre ir para Sibiu.

"Se você quer minha ajuda, é pra ir na Gold. Se for outra categoria, nem conta comigo. O Crivilin já ganhou a Silver, você tem que dar mais um passo e ser o primeiro a concluir!" decretou o primogênito da dona Jacira. Claro, papel de irmão mais velho é cobrar também. 

Naquele ano, por ironia do destino, Rigor quebrou o pé e viu seu sonho ser adiado. Foi então que outro brasileiro fez história: Gianino levou primeiro na bronze! Desde então, o piloto de Barão de Cocais se dedicou nos treinos. Foram mais de um ano de preparação, que incluiram vários treinos semanais na moto e de bike. 

Para quem conhece a realidade do esportista brasileiro, sabe que não é fácil. E é aí que entra a família. Sempre com o apoio incondicional da mãe, dona Jacira e dos Irmãos, Ripi e Riago, Rigor Rico pode se dedicar ao seu sonho. Na fase final dos treinos, os irmão assumiram a responsabilidade a frente das empresas da família e o foco ficou 100% no Romaniacs.

Na chegada na Romênia no dia 26 de julho, quem acompanhou pode observar que existia um clima diferente. A torcida, a equipe brasileira e seu apoio: todos com uma energia muito positiva. 

A destacar algumas informações relevantes dos integrantes do Team Brazil: Rigor Rico (Gold), bi-campeão brasileiro de Hard Enduro, Vincenzo Barbagallo (Silver) diretor do HEBS, Marco Túlio Faria (Bronze) lidera a categoria Silver do HEBS, Rodrigo Zuccom (Bronze) organizador do Hard In Help (HEBS) e fechando o time, Pierluigi Poy Clini (Iron) porta voz dos pilotos no HEBS. Enfim, antes de serem pilotos, são apaixonados pelo Hard Enduro.

Prólogo

No prólogo, Rigor já mostrou que estava fisica e psicologicamente forte. Manteve um ritmo bom e não fez nenhuma besteira. Conseguiu se classificar para a final e fechou com o 19º tempo. 

Com este resultado, o piloto já deu um passo importante nessa caminhada. Iria largar em uma posição boa no dia seguinte, sem muito "trânsito".

Off Road Day 1

Como se não bastasse uma prova alucinante, cheia de abismos e difícil, Rigor perdeu o primeiro Check Point e fechou o dia com uma penalização que somou 6h em seu tempo. Isso fez o piloto despencar para 36º lugar. 
O seu psicológico estava a prova. Neste momento se o piloto não tiver cabeça, entra em parafuso. No entanto, o brasileiro da gold tirou de letra e seguiu com sua meta: concluir a gold.

Off Road Day 2

Dia de recuperar e tentar não errar. Rigor conseguiu andar bem e constante durante os 152 km de prova. O brasileiro já não passava despercebido entre os espectadores. Mostrando técnica apurada e preparo físico, o piloto enfatizou muito a qualidade do acerto em sua moto. Rigor que é piloto Beta Brasil, teve todo o suporte da Beta Romênia durante os 5 dias de provas. No entanto, o mineiro sobe 5 posições na geral e fecha o dia em 31º.

Off Road Day 3

O Romaniacs testa os pilotos de maneira extrema. A chuva do dia anterior castigou as trilhas e as tornaram ainda mais perigosas e desafiadoras. Muitas descidas perigosas e terreno escorregadio foi a tônica da prova e o único dia que Rigor confessa "estou começando a ficar cansado". 
"Hoje teve muita descida, muito, muito dificil! Eu tive que descer da moto várias vezes. Foi punk!!! Você acha que o "trem" não tem como piorar, mas vai e piora." conclui Rigor, que finalizou o dia punk em 23º, escalando nada mais que 8 posições.

Off Road Day 4

Como tudo no hard não são flores, o dia que começou tranquilo, foi ficando cada vez mais difícil. Rigor ainda teve o olho atingido por um galho, prejudicando ele até o final da prova. 

Mas enfim, dia 3 de agosto de 2019, Rigor Rico entra para a história do motociclismo Off Road Brasileiro ao concluir em 22º lugar, o Red Bull Romaniacs. Mais do que isso, ele abre uma trilha, mostrando que não existe mais aquele abismo separando pilotos brasileiros dos gringos. 

 

Certamente depois de hoje, o Brasil passa a ser mais Hard!

Não foi sorte. Foi merecimento!

 

Jovens Talentos: Tiago Mergener

Aos 4 anos ele já dava seus primeiros passos; ou melhor, suas primeira aceleradas! E hoje, Tiago Mergener, já acumula títulos como campeão gaucho de Hard Enduro e ganha destaque na principal competição nacional, o HEBS (Hard Enduro Brasil Series). Conversamos com ele durante a etapa de Cuiabá, em que ele garantiu a segunda colocação.

Anotem esse nome, nós ainda vamos ouvir muito falar nele.

 

Causos do esporte: A Husq com pedal esquerdo

Há muitos trilheiros atualmente que nunca precisaram "pedalar" a moto para fazê-la funcionar. 

A cada ano que passa, o pedal de Kick fica cada vez mais desconhecido, pois várias motos já contam com partida elétrica tão confiável que as tradicionais alavancas acionadas com o pé nem seque fazem parte dos projetos.

Mas no final dos anos 90 e início dos anos 2000, praticamente todas as motos só funcionavam com o pedal de Kick. No entanto, na grande maioria das motos, este pedal ficava no lado direito. Desde sempre, os motores dois tempos foram mais leves que os de quatro tempos. Desta forma, "pedalar" uma 2T sempre foi mais fácil que uma 4T. 

Agora imagine então uma 4T que tinha pedal no lado esquerdo do motor?? Existiram algumas apenas em todo o mundo, e no Brasil as mais comuns eram os modelos Husqvarna, que tiveram boa venda por aqui. 

Certa vez, o ano era 2002, eu estava no tradicional BAR DO MARCINHO, próximo a Belo Horizonte, e presenciei um desafio proposto pelos trilheiros, para ver quem conseguiria fazer funcionar uma Husq 4T. Entre os participantes, celebridades do off-road, como Maurício Brandão, Pedro Cravo, Eduardo Starling, e até mesmo Beto Motorauto, piloto que venceu a primeira edição do Enduro da Independência. 

Ninguém conseguia fazer a moto funcionar. Até que apareceu o piloto que tinha apelido de "Kibe", também conhecido como "Osama". Ele burlou a regra e fez a moto funcionar usando a perna direita, posicionado ao lado da moto. De toda forma, foi o único a conseguir. Acompanhe a sequência de fotos que mostra a dificuldade enfrentada naquele dia, para se fazer funcionar a danada da Husqvarna. 

 


Curiosidades do Léo Cascão
Boas dicas de mecanica para qualquer moto!

O site espanhol https://www.trialworld.es/mecanica-trial/ traz diversas dicas e tutoriais sobre manutenção em em motos de Trial. No entanto, é possível aproveitar as dicar para manutenção em qualquer tipo de moto.

 

Nutrição Esportiva

Colunista Natália Zuccon

Fotos Gustavo Narciso

ESTRATÉGIAS NUTRICIONAIS PARA CADA MODALIDADE MOTOCICLÍSTICA

Por trás de todo atleta existe a busca constante pela melhora na performance. Para melhorarmos o desempenho é essencial uma boa estratégia nutricional. O maior erro dos praticantes de atividade física é acreditar que apenas alimentar-se de forma saudável é o suficiente para trazer-lhes bons resultados. De fato, fazer uma boa escolha alimentar pode lhe ajudar a melhorar o seu desempenho, mas será que lhe trará o lugar mais alto do pódio?

Utilizando as estratégias nutricionais adequadas é possível: melhorar hidratação, evitar o acúmulo de metabólitos, aumentar biodisponibilidade de macro e micronutrientes, diminuir o risco de lesão, otimizar a via correta de produção de energia, retardar a fadiga e por consequência melhorar a perfomance.

Para isso, devemos nos atentar ao tipo de atividade física praticada, intensidade, tempo de duração e a frequência (por exemplo: número de baterias e se a competição tem continuação no dia seguinte ou não). Com essas informações conseguimos traçar um perfil de predominância de fibra muscular recrutada e definir quais são as melhores vias de produção de energia a serem ativadas.

Por apresentarem características similares quanto à (intensidade, tempo de duração e frequência, as modalidades motociclísticas serão divididas em duas categorias:  
1. Baixa intensidade, longa duração, uma bateria por dia e possível continuação no dia seguinte (Hardenduro, Enduro, Enduro de Regularidade e Rally) 

2. Alta intensidade, curta duração, várias baterias durante o dia e sem continuação no dia seguinte (Superenduro e Motocross).

Estratégias Nutricionais para Hardenduro, Enduro, Enduro de Regularidade e Rally

Essas modalidades têm como característica recrutarem principalmente fibras musculares do tipo I (baixa intensidade e longa duração). Antes da competição, o ideal seria o praticante fazer uma refeição sólida, entre 1 hora e 1h30 minutos antes da largada, contendo uma mistura de carboidratos (tanto os de digestão mais rápida quanto os de digestão mais lenta), baixo consumo de fibras para evitar desconfortos gastrointestinais, uma quantidade adequada de proteína e uma boa fonte de gordura.

Muitos competidores costumam fazer uma refeição sólida durante a prova. Se for o seu caso, priorize carboidratos de fácil absorção (como pão branco e macarrão). Caso prefira suplementar, boas opções são: géis de carboidrato (com diferentes fontes), leucina, TCM (triglicérides de cadeia média - fornecimento rápido de energia) e cápsulas de sal.

Após a atividade física a principal preocupação deverá ser a recuperação muscular para a competição no dia seguinte. Para isso, recomendo: ingestão adequada de água, proteína de rápida absorção e carboidrato simples visando principalmente reposição do estoque de glicogênio hepático e reidratação muscular.

Estratégias Nutricionais para Superenduro e Motocross

Já o Superenduro e o Motocross recrutam com predominância fibras musculares do tipo II que têm como principal característica a alta intensidade e curto período de duração. As vias de fornecimento de energia para essas modalidades são a Fosfocreatina e a Via Glicolítica. Portanto, praticante deve se atentar ao consumo correto de carboidratos (principalmente os de fácil digestão, como por exemplo o pão branco e macarrão) e uma provável suplementação de creatina para manter alto o estoque do substrato. 

Se o intervalo entre uma bateria e outra da competição for menor que 1 hora ou 1h30min o ideal é que a refeição seja líquida para evitar qualquer desconforto gástrico.

Após a competição é recomendado o consumo de carboidrato (o mais refinado possível), para refazer estoque de glicogênio hepático e muscular; proteína, para evitar proteólise e perda de massa muscular e; água, para reidratação muscular.

 

Divulgue seu evento

Muitos organizadores perguntam qual é o preço para divulgar a data de seu evento no Calendário do APP Pró Moto e depois colocar uma matéria nas Notícias.

A reposta é: NADA, não cobramos por isso.

Teremos o maior prazer em receber o banner de seu evento para colocarmos no Calendário e assim que o evento acontecer, estaremos no aguardo de um pequeno texto contando como foi, resultados (se for competição) e nos envie junto, as 10 melhores fotos, para colocarmos nas Notícias.

Se for conteúdo Off Road, envie para: (19) 97402-8512 Gustavo Narciso / (35) 98861-8860 ou para app@revistapro.com.br

Se for conteúdo On Road, envie para: (19) 98294-9287 Rodrigo Wood / (35) 98861-8860 ou para app@revistapro.com.br

Caso queira elaborar um vídeo, entregue esse editado, com no máximo 5 minutos.

O APP Pró Moto segue a mesma filosofia desde a época do Jornal Jeca Jóia (fundado no ano 2000), que seguiu para a Revista Pró Moto Impressa (criada em 2008) e agora, desde o início deste ano, com o maior Aplicativo de Motos do Brasil. Qual é essa filosofia? Estamos aqui para isso mesmo, divulgar e falar sobre o que mais amamos: as motos!

Aguardamos o seu contato!

 

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Os produtos desenvolvidos pela Zeta se destacam com seu Design arrojado e moderno. Manete forjado, produzido em alumínio leve e extremamente resistente, usinado em CNC e com acabamentos em superfície anodizada. O manete também é retrátil com formas precisas, para evitar que quebre, caso ocorra uma queda.


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