Expedição Honda África Twin

Levamos a Big Trail da marca para conhecer a Chapada dos Veadeiros.

Expedição Honda África Twin
Expedição Honda África Twin
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Expedição Honda África Twin
Expedição Honda África Twin
Expedição Honda África Twin
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Expedição Honda África Twin
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Expedição Honda África Twin
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Expedição Honda África Twin
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Expedição Honda África Twin
Expedição Honda África Twin
Expedição Honda África Twin






Férias da Amanda, temos uma janela de 6 dias para fazer uma viagem. Estamos de moto e é difícil decidir escolher um lugar, o Brasil é um país rico em ecoturismo e levando em consideração por onde percorrer sob duas rodas, vamos para a Chapada dos Veadeiros. 

A Honda Motos, gentilmente nos forneceu a África Twin para a nossa missão, uma lenda do Dakar nos anos 1980, que retorna em uma moto moderna e com o mesmo espírito. 

 

 

Madrugada de segunda-feira para terça-feira, o plano é chegar em Brasília-DF por volta das 16 horas, estamos saindo agora de Valinhos-SP, 5 horas da manhã e o sol ainda nem raiou. Vindo direto, parando apenas para abastecer e uma parada maior para o almoço, chegamos agora em Brasília, precisamente as 16 horas. Foi uma viagem tranquila, é impressionante o conforto que a motocicleta lhe proporciona para longas viagens; A experiência de pilotagem é prazerosa, você tem uma posição de guidão um pouco mais alta, uma bolha que auxilia bastante no impacto do vento e na sensação de velocidade e um painel de fácil leitura, que fica no rumo dos seus olhos. O coração da máquina possui 999,1 cilindradas, 90,2 cavalos a 7.500 RPM e 9,3 kgf.m a 6.000 RPM; Números que na prática fazem dela uma big trail veloz, é impressionante como ela ganha velocidade rápido, acelerar ela com todas as trocas em giro alto é uma sensação de muita adrenalina, combinada com o ronco dos dois cilindros. Com a Amanda na garupa e mais ou menos 15 quilos de mochila, a África Twin fez uma média de 15 quilômetros por litro, um número bom levando em consideração o peso, o motor de grande capacidade cúbica e todas as vezes que precisei usufruir de toda sua potência em ultrapassagens. Com seu tanque de 18,8 litros e 3,6 litros para a reserva, paramos diversas vezes para reabastecimento, o que para mim é um ponto negativo para uma moto exploradora. De Valinhos-SP até aqui, Brasília, são 923 quilômetros e gastamos R$320,00 com combustível e R$30,00 com pedágio. 

 

 

Aqui, fomos conhecer os ministérios e o Palácio do Planalto e por indicação de um grande amigo, Danilo Borges, vamos dormir no Hostel 7. Situado na Asa Norte, o hostel tem uma ótima infraestrutura, composta de 24 quartos entre privativos e compartilhados, áreas de convivência, cozinha com geladeira de uso coletivo, bibioleta, wi-fi e muito mais. Você pode saber mais entrando no site: http://hostel7.com.br/brasilia/

Depois de uma ótima noite de sono, é hora de tomar um café da manhã e partir para Alto Paraíso de Goiás-GO, de aproximadamente 7 mil habitantes, está situada na Chapada dos Veadeiros e, desde 2001, na Área de Proteção Ambiental – APA de Pouso Alto. Agora são 8 horas da manhã da quarta-feira e queremos chegar por lá antes do meio-dia. 222 quilômetros para percorrer, a maioria sendo pela GO-118. Ainda por dentro do capacete, era difícil acreditar que eu estava cruzando pelo cerrado brasileiro, pois era triste de ver o domínio de indústrias agrícolas e de agropecuária sumindo no horizonte com seus gigantes terrenos, acabando total com a vegetação nativa, destruindo o bioma local, desequilibrando a vida. O documentário de André D’Elia, Ser Tão Velho Cerrado é um grito de socorro a tudo o que está acontecendo por aqui, do pouco que sobrou perante a ganância do homem. Peço um apelo a você leitor, a assistir, está disponível no Netflix.   

Chegamos em Alto Paraíso de Goiás-GO por volta das 11 horas da manhã e fomos direto para o que seria nossa casa pelos próximos 4 dias. Hostel Catavento, um lugar com uma energia incrível e uma infraestrutura muito boa, lhe proporciona uma experiência de hospedagem agradável. Tem café da manhã bem caprichado, com mais de 10 itens, sendo a maior parte deles feitos no próprio hostel. As acomodações possuem ventiladores, estacionamento gratuito, banheiros privativos, ducha higiênica e algumas possuem frigobar e wi-fi. A localização é ótima para quem busca tranquilidade, fica á 1 quilometro da cidade, imerso em árvores numa área rural. Você pode saber mais em: http://www.hostelcatavento.com.br/

 

 

E como o mundo é pequeno demais, nosso amigo Gustavo de Indaiatuba-SP, também está aqui na cidade e estamos indo ao encontro dele. Meio-dia e estamos almoçando para ir no nosso primeiro passeio: Cachoeira das Loquinhas. O lugar que fica aqui na cidade de Alto Paraíso, é de fácil acesso e fomos de a pé, durante o caminho um casal nos ofereceu carona, e como não somos bobos aceitamos, por aqui as caronas são mais normais do que você imagina. O lugar tem estacionamento e um ponto de partida, com uma pequena infraestrutura com água e banheiros. Há também um custo de R$35,00 por pessoa para você poder visitar os poços. 

 

 

As trilhas são sob um tablado de madeira, facilitando muito acesso para pessoas mais velhas e com limitações físicas. Passamos a tarde inteira por lá, os poços de água cristalina refletem uma cor esverdeada e exuberante. São muitos deles e você ainda conhece os moradores locais, alguns de olho na sua comida, fique esperto. 

 

 

A noite é agradável na avenida principal que corta a cidade, com várias opções para comer e beber, escolhemos ir experimentar o hambúrguer do Quiri Quiri, e não nos arrependemos, lanche aprovado e lugar recomendado. Com 30 reais você compra o combo: Lanche + batata (muito boa) + bebida. Hora de ir para o hostel descansar, pois amanhã acordaremos cedo. 

Quinta-feira, o dia amanheceu cinza e com temperaturas baixas, um leve chuvisco ia e voltava... eu olhei pra Amanda, ela olhou para mim e a expressão já dizia tudo: não tem o que fazer, vamos assim mesmo.  Nosso primeiro roteiro do dia foi o Vale da Lua. Fica na estrada que liga a vila de São Jorge e também há uma pequena infraestrutura com banheiros e uma taxa de R$20,00 por pessoa. O acesso se dá por uma pequena trilha e ao chegar você entende muito bem o motivo do nome do lugar. Com um pouco de imaginação a impressão é que você está pisando em um solo lunar, difícil entender como o formato das rochas foi esculpido pela erosão causada pelo Rio São Miguel. 

 

 

Voltamos para Alto Paraíso e almoçamos por aqui, com o tempo ainda fechado escolhemos ir visitar a Cachoeira do Cordovil, também localizada na estrada que liga Alto Paraíso até São Jorge, é bem localizada com um acesso muito fácil, placas da Fazenda Volta da Serra indicam a entrada. O caminho até a recepção é bem cuidado e um pouco antes de chegar, é preciso atravessar o riacho com o carro ou a moto, mas se você não acha isso uma boa ideia, também há a opção de deixar em um estacionamento antes de cruzar a água, já bem perto da recepção. Atravessamos com a moto e ao chegar fomos muito bem recepcionados. Há uma taxa de R$25,00 por pessoa e além do Cordovil, também tem o Poço das Esmeraldas, Cachoeira do Rodeador e a Cachoeira do Encontro. Por questão de tempo, optamos em ir direto para a Cachoeira do Cordovil... A trilha é tranquila, em meio a vegetação rasteira do cerrado, uma cobra coral cruzou nosso caminho, uma pena não ter conseguido fotografá-la. Nos 300 metros finais, caminhamos sob pedras, nada complicado, mas toda atenção é pouco. Ao fim do dia voltamos para o hostel e nos preparamos para o dia seguinte. 

 

 

Sexta-feira, hora de conhecer o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, com entrada gratuita, pagamos somente R$10,00 para deixar a moto no estacionamento. Ao chegar no parque, você precisa assistir um vídeo institucional antes de qualquer coisa, depois você tem basicamente duas opções de trilha para fazer: 

Amarela, que passa pelos dois saltos do Rio Preto, um de 120 metros e outro de 80 metros, carrossel e corredeiras. 

Vermelha, passando pelos cânions e Cachoeira das Cariocas. 

Optamos pela Amarela e fomos conhecer os saltos. Sem maiores arrependimentos, depois de uma trilha tranquila sem muitos obstáculos, você chega em um mirante onde é possível ver o Salto de 120 metros, descomunal eu diria... aquele som da água sem parar era como uma música para os ouvidos. Seguimos e logo chegamos no Salto de 80 metros, a queda é enorme e forte, você não consegue chegar perto. Porém, é possível entrar na água e provar do Rio Preto. Toda a trilha é sinalizada com setas amarelas, podendo facilitar para quem está sem guia. Continuando a trilha é possível visitar o Carrossel, atração relativamente nova no parque e as corredeiras. Voltamos para Alto Paraíso para curtir o restante do dia e ficar pela cidade. 

 

 

No sábado, voltamos para São Jorge, dessa vez para fazer a trilha do Mirante da Janela. A entrada fica na mesma estrada do acesso ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Há placas indicando o Parque e o Mirante do Abismo (Mirante da Janela). Deixamos a moto no estacionamento e começamos a descer pela trilha, poucos metros depois chegamos a uma portaria, onde foi cobrado uma taxa de R$15,00 individual, a partir daqui serão 8 quilômetros, ida e volta. Havia uma placa de aviso com a seguinte frase: “ao anoitecer, cuidado com a onça”, quem avisa, amigo é. A trilha rodeada da vegetação do cerrado, nos leva a lugares deslumbrantes, incluindo a Cachoeira do Abismo, uma queda que se forma em período chuvoso e que para nossa sorte, estava com água suficiente para nadar. Com o calor que fazia, entramos para nos refrescarmos e continuar a trilha. Os metros finais são bem íngremes, mas o visual compensa qualquer esforço, uma vista privilegiada dos Saltos do Rio Preto e uma formação rochosa que faz jus ao nome do lugar, uma janela de pedras moldando exatamente a paisagem das cachoeiras. A trilha é tranquila e fácil de fazer, levamos 4 horas ida e volta. 

 

 

Nossa última noite na cidade e a saudade já bate no peito, um rápido filme de tudo que vivemos nesses 4 dias se passa e assim terminamos nossa rápida passagem pela Chapada dos Veadeiros. No domingo tomamos um reforçado café da manhã no Hostel e saímos de Alto Paraíso as 8 horas da manhã. Pensamos em parar para dormir em Uberlândia e continuar no outro dia, mas não estávamos muito cansados e viemos direto. Chegamos em Valinhos por volta das 22 horas. Agora sim, em casa, ainda retirando os equipamentos havia a pergunta que não calava: Quando iremos voltar?