É o fim do Dakar 2012 para o ídolo chileno Francisco “Chaleco” Lopez. Depois de sofrer um acidente no quilômetro 80 da Especial de ontem (sábado, 7 de janeiro) que resultou em um estiramento do joelho direito do piloto, os médicos que o atenderam o proibiram de continuar na prova, sob pena de agravar ainda mais sua perna.
“Este Dakar infelizmente se foi. No quilômetro 80 eu vinha duelando com a Especial, mas acabei perdendo o controle da moto e ao cair, bati forte com meu joelho. Isso acabou provocando muita instabilidade no resto da etapa e quando cheguei ao acampamento, sentia muita dor”, explicou o piloto da Aprilia. “Quando cheguei nas dunas, não podia apoiar a perna, doía muito, e por isso, acabei caindo muitas vezes. A equipe médica da Clínica Las Condes me analisou nesta tarde (ontem) e tomou a decisão de que não era para eu continuar na prova sob pena de agravar a contusão, comprometendo outras partes da perna”, revelou.
O dr. Fernando Radice, da Clínica Las Condes, completou as informações. Depois de analisá-lo, tomamos a decisão de que ele não poderia continuar correndo e que abandonasse a competição. Ele sofreu um estiramento de segundo grau, que é muito doloroso e provoca certa instabilidade, o que o impediria de controlar a moto de maneira eficiente nas etapas mais exigentes, mas a lesão é absolutamente transitória e ele estará recuperado em duas a três semanas, no máximo”, tranquilizou os fãs do chileno.
“Agora só quero descansar e logo voltarei a pensar no Dakar 2013, que terminará no Chile, e ver de que maneira irei me preparar durante o ano para chegar até lá em minha melhor forma física, técnica e logística”, refletiu Chaleco, para continuar: “quero agradecer a toda minha equipe, aos médicos da CLC (Clínica Las Condes), aos meus patrocinadores e, claro, também aos meus familiares e amigos que me ajudaram a cumprir o desafio de chegar a este Dakar. Já estou em pé, estou bem e sigo sendo um piloto de ponta. Ainda há muita lenha pra queimar”, finalizou o chileno, que venceu a primeira e mais curta Especial da prova neste ano, com 56 km.
Depois de sofrer um grave acidente em maio, durante o Rally da Tunísia, que quase o matou, esta era a primeira participação de Chaleco em uma prova oficial.










































